domingo, 18 de fevereiro de 2018

Publicidade no Digital debaixo de Fogo

A Unilever, o segundo maior anunciante do mundo a seguir à concorrente Procter&Gamble, está a ponderar deixar de anunciar em plataformas digitais como o Google e o Facebook, os dois maiores suportes publicitários a nível mundial, se estes meios criarem divisão, incentivarem o ódio e não protegerem as crianças. A intenção foi anunciada na passada segunda-feira, por Keith Weed, administrador de marketing da Unilever, durante a conferência anual da Interactive Advertising Bureau, em Palm Desert, California, que reúne anunciantes, grupos de media e empresas tecnológicas. "Enquanto um dos maiores anunciantes do mundo, não podemos ter um ambiente em que os nossos consumidores não confiam naquilo que vêem online", justifica Keith Weed, citado pelo Financial Times. "Não podemos continuar a apoiar uma cadeia de fornecedores digitais, que distribui mais de um quarto da nossa publicidade dirigida aos consumidores, que normalmente é tão transparente como um pântano", ironiza o responsável da Unilever, que em Portugal comercializa marcas como a Dove, Axe, Cif, Knorr, Lipton e os gelados da Olá, entre outras. Em paralelo, a Unilever tem vindo a pressionar os grupos digitais para garantir que os anúncios são visionados por pessoas reais e que os dados e as métricas são auditadas por entidades independentes. No ano passado, a Unilver investiu no ano passado €7,7 mil milhões em marketing. In: Jornal Expresso
Não deixa ser ser irónico a Unilever fazer este tipo de críticas a plataformas digitais quando no passado foi a própria empresa a ser alvo de críticas relacionadas com campanhas publicitárias realizadas.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Mensagem de Boas Vindas

Bem Vindos ao Blogue de Web Marketing e Comércio Electrónico!


O Blogue constitui uma ferramenta pedagógica adicional de natureza interactiva que pretende cultivar uma maior participação dos alunos na dinâmica da disciplina entre sessões presenciais.
São objectivos do Blogue:
- incentivar a participação dos alunos e contribuir para a dinamização da disciplina: os alunos são convidados a intervir no blogue iniciando debates ou comentando intervenções de outros colegas;
- permitir a colocação de discussões on-line por parte dos alunos com carácter colaborativo, de forma a que todos os colegas as possam partilhar;
- divulgar informações complementares de interesse para a disciplina, em particular, ou para a temática de web marketing, em geral;
- e, por último, contribuir para uma melhor aprendizagem e avaliação dos alunos.

O Blogue está também aberto à comunidade web.

Obrigada pela colaboração de todos
Teresa Fernandes

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

The Shed at Dulwich: o "Restaurante que Não Existe" chegou em Londres a Nº1 no TripAdvisor


O restaurante The Shed at Dulwich não existe. Mas chegou ao primeiro lugar na lista dos restaurantes de Londres do TripAdvisor quando é apenas isto: uma ideia brilhante de um jovem jornalista freelancer, um número de telefone e muita gente a dizer que teve lá uma experiência magnífica. Oobah Butler criou uma página na Internet e inscreveu o restaurante na plataforma TripAdvisor que, curiosamente, aceitou integrar um local sem confirmar a sua existência. A partir daí foi fácil pôr a família e todos os amigos a escrever falsas críticas, elogiando o restaurante, contando como tinha sido difícil conseguir um lugar, mas como tinha valido a pena. O buzz começou a crescer.

O The Shed só aceitava marcações por reserva e estava sempre completamente esgotado. Enquanto o telefone tocava sem parar, o The Shed continuava a subir na lista dos lugares mais desejados de Londres. Um dia, o TripAdvisor contactou Oobah para lhe comunicar que mais de 89 mil pessoas tinham espreitado informação sobre o The Shed em apenas 24 horas. No início de Novembro, The Shed at Dulwich instalou-se no primeiro lugar da lista de restaurantes recomendados em Londres. E nunca ninguém lá tinha comido.

Uma história hilariante, mas que mostra bem o poder do passa-a-palavra eletrónico (e-WOM) no processo de tomada de decisão, em concreto no sector do turismo. Em particular, o conteúdo gerado pelo utilizador ou User Generated Content (UGC) - onde se incluem as online reviews – está a ganhar muita credibilidade aos olhos dos clientes, como forma imparcial e relevante no processo de tomada de decisão.
Neste âmbito, plataformas como o TripAdvisor são de particular importância: se um hotel ou restaurante recebe comentários negativos, as vendas podem diminuir. Conscientes do poder destes comentários, empresas cujos produtos não são avaliados favoravelmente cada vez mais enviam falsos comentários para aumentar a sua imagem. Estas plataformas geralmente utilizam sistemas de reputação de forma a evitar manipulação do conteúdo publicado, embora esta história mostre que nem sempre esses sistemas são tão eficientes como deveriam ser.


As opiniões de alguns utilizadores tornaram-se de tal forma poderosas que estes se transformaram em influenciadores (sejam eles youtubers, instagrammers ou bloggers). Na área do turismo, existem várias páginas de viajantes (profissionais ou não), ou até mesmo de lazer/destinos, que têm milhares de seguidores que encontram nas imagens partilhadas inspiração para as próximas viagens. No entanto, embora atualmente um consumidor acredite mais numa fotografia ou  mesmo numa selfie publicada no Instagram do que num panfleto turístico, grande parte das fotografias e histórias publicadas nas redes sociais são tudo menos genuínas... como o episódio do The Shed e outros vêm demonstrar.

Concluindo, na última década o UGC teve um crescimento exponencial, e com ele o influencer marketing (com valores de mercado na ordem dos 10 a 15 biliões de dólares em 2017). Os consumidores são activos e altamente envolvidos com vários canais, motores de busca, social media, etc. Às marcas compete fomentar e tirar partido do UGC: uma estratégia geralmente com bons resultados, mas que também tem os seus riscos...

Fontes:
https://www.washingtonpost.com/news/food/wp/2017/12/08/it-was-londons-top-rated-restaurant-just-one-problem-it-didnt-exist/?utm_term=.54b5313f9a91
https://www.publico.pt/2017/12/13/fugas/noticia/o-restaurante-que-nao-existe-chegou-a-numero-1-no-tripadvisor-1795833

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Be Influence

Um dos meios de publicidade Pull com maior crescimento é o User Generated Content, quer gerado espontaneamente pelos consumidores à espera de protagonismo, quer induzido pela marca. Esta indução pode ser feita através de concursos, iniciativas ou mesmo contratando influencers, associando as marcas a indivíduos com elevada audiência e influência junto de um dado target, ganhando, assim, notoriedade, afinidade e lealdade.

Prova da grande importância deste meio online pull o aparecimento da Be Influence, uma agência de influencers, semelhante a uma agência de modelos, mas que agrega não só modelos, mas também atores, músicos, atletas e até mesmo youtubers. Basicamente todo o tipo de pessoas que possa influenciar a decisão de compra do público alvo.

Citando a própria empresa ". A publicidade tradicional tem cada vez menos alcance, o que se traduz em novos desafios para as marcas. Face a esta nova realidade, é fundamental que o mercado se reposicione junto do seu target.
As figuras públicas têm-se mostrado determinantes, exercendo influência e ditando tendências, seja através da sua presença física, seja aparecendo nos canais de youtube, instagram, facebook ou outra rede social. Atingem o público-alvo de uma forma absolutamente impactante e criativa; mais do que qualquer spot televisivo ou outdoor".

Referências:

domingo, 4 de junho de 2017

O Instagram deixa os adolescentes deprimidos?

De acordo com um estudo realizado pela Royal Society for Public Health (RSPH) e o Young Health Movement (YHM), o Instagram é a pior de todas as principais plataformas de redes sociais no que diz respeito a prejudicar a saúde mental dos jovens. Cerca de 91% dos jovens entre os 16 a 24 anos que utilizam a Internet, acedem às redes sociais. Como tal, é importante determinar os efeitos que estas têm sobre os adolescentes, pois é um momento potencialmente vulnerável para o desenvolvimento emocional.

Como parte do estudo, 1500 os jovens adultos britânicos (entre os 14 e 24 anos), foram convidados a classificar de que forma, é que cada uma das principais redes sociais os impactava em 14 indicadores de saúde mental e bem-estar. O YouTube foi classificado a melhor rede social seguida pelo Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram. O estudo revelou ainda, que alguns desses jovens enfrentavam problemas de saúde mental como depressão, solidão, preocupações de imagem corporal e ansiedade ao usar aplicativos sociais. Ao longo do estudo, as redes sociais foram descritas como viciantes, sendo estas, consideradas mais viciantes do que cigarros e álcool.
O CEO da RSPH refere "É interessante ver o ranking da Instagram e Snapchat como as piores plataformas para a saúde mental e o bem-estar, pois ambas são muito focadas na imagem e parecem estar a gerar sentimentos de inadequação e ansiedade nos jovens.”
Contudo, nem tudo são más notícias. O estudo apontou que, efetivamente existem muitos aspetos positivos nas redes sociais. Por exemplo, fornecem o acesso a pessoas que estão enfrentar problemas de saúde iguais ou semelhantes, facilitando a consciencialização e a aprendizagem sobre essas doenças, uma vez, que facilita a comunicação entre ambas. Sete em cada dez adolescentes afirmaram receber ou já ter recebido apoio nas redes sociais quando estavam a passar por um momento difícil, ajudando assim no combate a problemas de saúde mentais.

Recentemente numa entrevista à BBC, em resposta a este estudo, Michelle Napchan (representante do Instagram) afirmou "Pessoas comuns de todo o mundo usam o Instagram para compartilhar sua própria jornada de saúde mental e receber apoio da comunidade. Para aqueles que estão a lutar com problemas de saúde mental, queremos que eles possam receber o suporte no Instagram quando e onde eles precisaram.”


Qual é a vossa opinião sobre este estudo? Concordam que a redes socais causam stress e ansiedade aos adolescentes?

Links:
https://www.forbes.com/sites/amitchowdhry/2017/05/31/instagram-depression/#43039dc67453

sábado, 3 de junho de 2017

Estará o mercado americano a preparar-se para publicidade mais pró-ambiente?

Nos últimos dias, CEO’s, políticos e líderes estrangeiros têm apresentado várias mensagens de total descontentamento com o anúncio do presidente Donald Trump em retirar os Estados Unidos  da América do acordo climático de Paris. Dada a forte resposta dos líderes mundiais, alguns especialistas apontaram que, muito provavelmente, uma nova onde de publicidade pró-ambiente direcionada aos consumidores irá surgir.


O movimento de condenação pekla decisão tomada pela presidência dos Estados Unidos explodiu depois de empresas como a GE, Apple, Tesla, Google e Disney, reagirem, não só, demonstrando-se descontentes, mas também, reforçando a mensagem de que se tratam de empresas "verde".
Uma grande impulsionadora desta reação advém do facto de a sustentabilidade ser uma parte crítica na forma como as empresas líderes fazem negócios. Não se trata de altruísmo, mas sim, de dinheiro. Com 48% da Fortune 500, com pelo menos, um objetivo ligado ao clima e/ou à energia limpa, torna-se bastante óbvio o interesse. Para além disso, muitas empresas reconhecem que sem uma melhor administração dos recursos agrícolas, estas não terão as matérias-primas que precisam para permanecer no negócio (como é caso do sector vestuário com o algodão).
Contudo, talvez, o maior motivo pelas quais as marcas se tornam cada vez mais importantes defensoras ambientais, é a crescente consciencialização dos consumidores para estas causas.
De acordo com um estudo realizado com a U.S. News e o World Report realizada após as eleições, sete em dez pessoas, acreditavam que os EUA devia permanecer no acordo de Paris, e apenas 13% se oponham ao acordo.
O Vice-Presidente da Cone Communications, Aaron Pickering, afirma que “as empresas devem comunicar com os consumidores sobre problemas ambientais” e que as pessoas se preocupam com o meio ambiente. “Os consumidores estão preocupados, e querem as marcas com as quais interagem provem que também se preocupam ".
Aaron Pickering acrescenta que as marcas não podem se dar ao luxo de não tomar uma posição. A opinião pública favorece esmagadoramente quem trabalha para proteger o planeta e o silêncio, neste momento, poderá ser fatal.


E qual é a vossa opinião?
Acreditam que a consciencialização ambiental dos consumidores americanos irá aumentar, não só, a curto prazo, mas também, a longo devido às consequências que a decisão de Donald Trump terá nas suas vidas?

E quanto às empresas? Também são da opinião que irão aumentar as mensagens pró-ambiente? Se sim, acreditam que será algo passageiro ou algo que poderá perdurar, pelo menos, durante o mando de Donald Trump?