terça-feira, 30 de maio de 2017

Trump visita o Vaticano: A internet reage!

O presidente dos EUA, Donald Trump, e a sua família visitaram, na semana passada, o Vaticano. Durante a reunião com o Papa Francisco e Donald Trump, foram tiradas várias fotografias, das quais uma delas se tornou viral.
Na fotografia em questão (abaixo apresentada), o Trump surge a sorrir enquanto que ao seu lado, o papa faz transparecer um ar de desagrado. É certo que Donald Trump não é propriamente a personagem mais acarinhada pela maioria da população mundial, ao contrário do Papa. 


A  internet "não perdoou” e começaram logo a surgir reações nas redes sociais. Os feeds do twitter, instagram e facebook foram imediatamente invadidos por memes.




Foram partilhadas montagens de fotografias onde se evidenciava uma expressão facial bastante diferente por parte do papa aquando da presença de outros líderes políticos. É o caso de Merkel e Barack Obama, por exemplo. Todos os internautas se questionavam acerca da expressão do Papa!


Um dos memes, partilhados nas redes sociais, mais popular foi a analogia que fizeram do filme Família Addams e do Counjouring 2 devido ao vestuário e à expressão apática por parte de Ivanka e Melania Trump.

A fotografia viral não passou despercebida por ninguém, nem mesmo para a marca popular portuguesa Licor Beirão. Como é habitual, a Licor Beirão aproveitou esta mediatização e com recurso ao humor que os caracteriza, fez questão de também criar o seu próprio meme.


A publicação foi bem recebida pelos utilizadores e rapidamente alvo de milhares de likes e partilhas. No entanto, a marca não parou por aqui. A equipa criativa teve a ideia de enviar umas garrafas do licor para o Papa Francisco, com uma mensagem bastante especial:


Na mensagem, a marca envia uma fotografia do encontro e questiona ao papa se o convidado teria bebido todo o Licor Beirão. A marca repete a mesma tática utilizada anteriormente relativamente ao lance de Bruno Alves e Harry Kane que lhe valeu um prémio no mais recente festival do Clube de Criativos de Portugal. 
É importante para as marcas estarem sempre por dentro do acontecimento e jogarem com estes conteúdos humorísticos para tirarem proveito da rede. A Licor Beirão parece saber conjugar bastante bem!

Fontes:

Marvel vs DC


As duas empresas de banda desenhada, Marvel e DC, responsáveis pela criação de ícones da cultura pop como o Batman, o Homem-Aranha e o Super-Homem, têm conseguido elevados patamares de popularidade, embora em diferentes graus, demonstrando diferentes capacidades de adaptar os seus conteúdos e produtos aos seus consumidores, utilizando estratégias de comunicação integrada de marketing.

Durante muito tempo, filmes com base em banda desenhada foram considerados como filmes para um público mais infantil e juvenil, não obtendo grande aclamação por parte da crítica. Os primeiros filmes de super-heróis, datados da década de 40, tinham como público alvo crianças.

Após uma queda do interesse por este género cinematográfico, só se verificou um retomar do interesse em fantasia e ficção científica na década de 70, o que motivou o primeiro filme de super-heróis de grande orçamento, o “Superman” em 1978. Ao longo desta década e até ao final da década de 90, vários filmes de super-heróis foram sendo lançados, mas foram lançados como filmes individuais, sem qualquer relação.

Embora alguns filmes deste período se tenham tornados ícones do cinema, outros foram considerados demasiados juvenis e sem profundidade, como o filme “Batman & Robin”, protagonizado por George Clooney, em 1997

No entanto, durante esta época, os principais e mais bem sucedidos filmes de super-heróis eram baseados em personagens da DC.  Por seu lado, a Marvel encontrava-se em graves dificuldades financeiras, perdendo e devendo dinheiro (a sua maior dívida era à Disney), chegando a despedir um terço dos seus empregados e, em 1996, submeteu um pedido de bancarrota.

Esse pedido de bancarrota ajudou a empresa a livrar-se de diversas dívidas, mas obrigou a empresa a abandonar diversos planos de expansão do negócio que previa (como a criação de restaurantes), assim como a vender, para obter financiamento rápido, os direitos de diversas personagens, como o Spiderman, à Sony, e os X-Men à FOX.

Foi após o processo de bancarrota que a Marvel, e as suas personagens, começaram a dominar este género de cinema. Blade, lançado em 1998 pela Marvel, alcançou algum sucesso, assim como a saga Homens de Negro, em 1997. As suas personagens que agora estavam em mãos de estúdios alheios também conseguiram alcançar sucesso, como a Saga X-men que começou em 2000 e o grande sucesso da primeira saga de Spiderman, em 2002.

Ao mesmo tempo, com o início do novo milénio, a Marvel Comics começou a remodelar o seu negócio de banda desenhada, abandonando, em 2001, a “Comics Code Authority”, a entidade fundada em 1954 por empresas de banda desenhada para se auto-regularem, e criando o seu próprio sistema de rating de banda desenhada, o “Marvel Rating System”. Também criou um reboot das principais personagens, o que lhes permitiu rever e atualizar as suas personagens para as introduzir a uma nova geração. Em 2007 lançou o arquivo digital de mais de 2.500 edições, livres para consulta mediante pagamento mensal e anual.

Enquanto se renovava no setor de banda desenhada, planeava, em simultâneo, mudanças no mercado cinematográfico. Dado que a empresa recebia pouco dinheiro dos direitos de autor que licenciava, a Marvel começou a planear, em 2005, a produção independente de filmes, com distribuição pela Paramount Pictures. Isto levou à criação dos “Marvel Studios”, o primeiro grande estúdio independente em Hollywood desde a DreamWorks.

Na chamada “Phase One” do Universo Cinematográfico da Marvel, foram lançados dois grandes filmes – "Iron Man" e "The Incredible Hulk". No entanto, foi o "Iron Man" que se tornou um sucesso estrondoso para a Marvel, tendo custado 140 milhões e obtido quase 600 milhões em bilheteira., assim como sucesso com a crítica.

Foi no início desta phase que a Marvel também tomou duas decisões arriscadas que vieram a revelar acertadas. A nomeação de Kevin Feige, um aficionado da Marvel, para liderar e produzir o projecto do Universo Cinematográfico da Marvel, e o casting de Robert Downey Junior, com um passado mais conturbado, para o papel de Tony Stark (o que, dada a personalidade da personagem, era algo adequado), em vez de, como inicialmente planeado, escolher um ator desconhecido.

Este filme marcou o início de, literalmente, um universo de sucesso para a Marvel.

Em 2009, a empresa foi adquirida por 4 biliões de dólares pela Disney, o que concedeu à Marvel e aos seus produtos uma nova dimensão e capacidade de tirar partido dos recursos da nova dona.


A DC Comics, por seu lado, atrasou-se gravemente a entrar no mundo cinematográfico. Quando começou a produção do primeiro filme do seu universo, "Man of Steel" (um filme do SuperHomem), em 2013, quando a Marvel, até 2013 e, inclusive, lançou: Iron Man (2008), "The Incredible Hulk" (2008), "Iron Man 2" (2010), "Thor" (2011), "Captain America: The First Avenger" (2011) e o estrondoso sucesso que reúne os principais heróis da Marvel, "The Avengers" (2012) – que custou 220 milhões e rendeu 1.519 milhões. Já em 2013, em concorrência com o filme da DC, a Marvel lançou também o "Iron Man 3" e "Thor: The Dark World".

Ainda no universo da DC, o filme “Man of Steel” foi usado como suporte e possível benchmark para todo o potencial e futuro universo. Se o filme se revelasse bem sucedido, iria sustentar e servir de base à criação do “DC Cinematic Universe”, em rivalidade com “Marvel Cinematic Universe”. Apesar da recepção morna por parte da crítica, em comparação com o sucesso do primeiro Iron Man, o "Man of Steel" veio a revelar-se suficiente para servir de alicerce. Deste modo, o realizador e produtor do filme, Zach Snyder tomou o papel semelhante ao de Kevin Feige na Marvel mas na DC, liderando a produção do universo.

Enquanto a DC cambaleava na criação do seu universo, a Marvel aproveitava e tirava partido para expandir a sua influência na pop culture. Em paralelo com o desenvolvimento cinematográfico, foi trabalhando em parceria com outras produtoras para fornecer conteúdos televisivos e histórias adicionais aos seguidores deste universo.

Em 2013, foi lançada a série "Agents of S.H.I.E.L.D". através da ABC, que mais tarde viria também a produzir "Agent Carter" em 2015. Parceria semelhante viria a ser estabelecida com a Netflix para a criação de "Jessica Jones" e "Daredevil" em 2015, "Luke Cage" em 2016 e "Iron Fist" em 2017, assim como a série "Legion" através da FX.

Na vertente cinematográfica, a Marvel, continuava em grande, obtendo goodwill por parte dos consumidores para perder algum ocasional deslize. Essa goodwill foi sendo acumulada através de filmes como "Iron Man 3" (2013), "Thor: The Dark World" (2013), "Guardians of the Galaxy" (2014) e "Ant-Man" (2015).

Tanto "Ant-Man" como "Guardians of the Galaxy" apresentavam-se como potenciais riscos ou sucessos fracos da Marvel, mas vieram a revelar-se enormes sucessos junto dos seus fãs. A natureza descontraída e cómica de "Ant-Man" compensaram os constrangimentos da sua personagem e "Guardians of the Galaxy", ainda que uma obra de banda desenhada menos conhecida pelos fãs, conseguiu alcançar um sucesso estrondoso, custando cerca de 232 milhões de dólares e obtendo 773 milhões, tendo sido considerado tão irreverente como os próprios fãs da Marvel, assim como divertido, animado, cheio de emoção e esplendor visual.

A continuação do universo da DC, porém, pecou pela demora, e reapareceu com dois filmes em 2016 que se revelaram um fracasso estratégico. "Batman v Superman: Dawn of Justice" e "Suicide Squad".

Batman v Superman foi capaz de bater dois recordes muito positivos: ficou com o recorde de quarta maior receita de fim de semana de abertura a nível mundial, com 422,5 milhões de dólares e o terceiro maior fim de semana de abertura em cinemas IMAX, apenas atrás de "Star Wars: The Force Awakens" e "Jurassic World". No entanto, quebrou um outro recorde: a maior queda em receita de bilheteira do primeiro para o segundo fim semana. Tal queda deveu-se à desilusão sentida pelos fãs, que criticaram o tom sombrio e cinzento do filme, como demonstrada pelas inúmeros críticas negativas e más reviews deixadas por espetadores

"Suicide Squad" começou por se apresentar com bastante potencial. O trailer angariou muito atenção e entusiasmo (comummente chamada “hype”) por parte dos fãs. No entanto, após o lançamento de "Deadpool", com rating R, uma propriedade intelectual da Marvel, posse da FOX, que alcançou imenso sucesso, receios começaram a surgir com o anúncio de filmagens adicionais e reedições de partes do filme de "Suicide Squad". Ainda que o filme não se revelasse exatamente mau, muitos seguidores fiéis da banda desenhada ficaram desagradados com o resultado, assim como espetadores normais, observável pelas negativas reviews que o filme obteve, assim como a nomeação do mesmo para um Razzie, os Óscares dos piores filmes, ainda que a performance da atriz Margot Robbie tenha sido extremamente exaltada.

Por seu lado, no mesmo ano de 2016, e iniciando a “phase three” do “Marvel Cinematic Universe”, a Marvel lançou "Captain America: Civil War" e "Doctor Strange". A nova sequela de Captain America, custando 250 milhões, conseguiu 1.153 milhões de dólares e sendo aclamado pela crítica, para além de introduzir novas personagens – Black Panther e Spiderman (através de um acordo com a Sony).


Neste momento, a Marvel apresenta-se como sendo ainda a produtora dominante, angariando a boa vontade entre os fãs e uma maior notoriedade de marca. Por seu lado, a DC tem mostrado claras dificuldades em acompanhar e em conseguir determinar o universo que pretende criar para o seu público.

Porém, é de destacar que atualmente a DC se encontra com maior goodwill no que toca à banda desenhada propriamente dita, uma vez que a Marvel recentemente desenvolveu novas histórias para personagens icónicas que não obtiveram muito apoio dos fãs, nomeadamente, uma versão jovem e afro-americana do Tony Stark (Iron Man), com alter ego de Iron Heart, e uma versão de Capitão América pertencente à seita sua eterna inimiga Hydra.

O futuro ditará o destino destes dois universos cinematográficos. Este ano, a Marvel já lançou "Guardians of the Galaxy 2", que se apresentou como um novo sucesso, faltando-lhe ainda apresentar o novo filme produzido em parceria com a Sony, "Spiderman Homecoming", para além do seu próprio filme "Thor: Ragnarok".

Por seu lado, a DC vai apresentar o primeiro filme da "Wonder Woman", que está a gerar muito entusiasmo por parte dos fãs, uma vez que será o primeiro filme a solo de uma super heroína, para além de ser o primeiro grande filme de super heróis dirigido por uma mulher, coisas e feitos que a Marvel ainda não alcançou, apesar de apelos de parte dos seus fãs, assim como o primeiro filme da "Justice League", que pretende rivalizar com os "Avengers" da Marvel.

Podemos estar assim perante o nascimento de uma rivalidade ao nível de Coca-Cola vs Pepsi, McDonald's vs Burger King.

Deste modo, queria trazer a discussão este debate sobre qual os filmes que mais impacto terão. Pessoalmente, não me posso dizer fã dos filmes da DC, apenas tendo visto o "Suicide Squad", mas devo admitir que estou curioso, pela primeira vez, e graças ao entusiasmo gerado em torno de "Wonder Woman", por ver um filme da DC. Por outro lado, admito que sigo religiosamente os filmes da Marvel, estando incrível e inacreditavelmente entusiasmado por ver "Spiderman: Homecoming".

Fontes:


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Confiança nas Marcas - Apanhados!

Como estamos a chegar à reta final, decidi ressuscitar um vídeo engraçado sobre a confiança que, atualmente, as pessoas depositam nas marcas.
O apresentador Jimmy Kimmel decidiu brincar com os espectadores, em 2016, na altura em que foi divulgado que o novo iPhone 7 iria ser lançado.


A equipa do apresentador abordava as pessoas, dizendo que tinham o iPhone 7 e que poderia ser experimentado por eles. No entanto, o que lhes era mostrado era o seu telemóvel limpo e com outra capa.
Os consumidores abordados confirmavam que a nova versão era mais rápida, com mais qualidade, entre outros, nunca imaginando que se tratava do seu telemóvel.
No final era pedido apenas 49,99 dólares em troca do novo iPhone e as pessoas efetivamente faziam o pagamento. 

Apesar de ser cada vez mais difícil obter a atenção e a confiança dos consumidores, parece que outras marcas, com grande reputação no mercado, não precisam de se preocupar. Os consumidores confiam nelas cegamente!
Afinal as marcas conseguem chamar a atenção dos consumidores e ter a sua confiança, cegamente?
E ao terem esta confiança, será que os novos produtos e serviços, são mesmo melhorados? Ou apenas é efetuado uma "limpeza e novo visual"?

Katy Perry e a tentativa viral



No dia 12 de Maio, saiu o music video do novo single de Katy Perry, “Bom Appétit”, em parceria com o grupo Migos.

O novo e quarto álbum da cantora tinha-se apresentado tendo como foco “pop com um propósito” (purposeful pop), algo motivado com o seu primeiro single “Chained to the Rythm”, que apresentava uma mensagem socialmente consciente.

No entanto, o novo single apresenta-se como uma continuação do estilo da cantora com um visual invulgar e de ambiente de festa, sendo que, durante o vídeo, a cantora é tratado como se fosse parte de uma refeição, sendo moldada como massa, cozinhada numa panela, servida com vegetais.

A música e o vídeo têm vindo a obter atenção diversa, tanto negativa como positiva, obtendo reviews mistas dos críticos e obtendo uma elevada taxa de dislikes do vídeo em si.

Porém, o foco deste artigo não se concentra no vídeo da sua música.

Após o lançamento da música, um fã tweetou à cantora um vídeo dele mesmo a molhar-se com uma garrafa de água, afirmando que havia ficado melhor após o “tratamento alimentar”. A cantora respondeu, indicando a possibilidade de o vídeo se tornar um novo desafio.

Foi então que a cantora partilhou um vídeo de si mesma, a molhar a cara com um chuveiro, e incentivando os fãs a aceitar o desafio.

Perante a confusão de muitos, que, aparentemente, na tentativa de seguir o suposto desafio, lhe pediram mais informação, a cantora partilhou informação no Twitter, dizendo que o desafio era manter-se “sexy enquanto apanhava-se com água na cara”, para além de ter desenvolvido informações no Instagram.


Muitos apontam isto como sendo uma tentativa falhada de promover o vídeo, que se encontra sob mais críticas do que o esperado e que não está a ser tão popular como seria de prever.

De igual modo, esta tentativa de iniciar um desafio viral revela-se algo constrangedora, dado que estes se desenvolvem organicamente na internet e que as pessoas resistem a desafios que tentam ser agressivamente promovidos e desenvolvidos.



Será que este desafio vai pegar ou vai ser utilizado como exemplo de más técnicas promocionais?

Fontes:

Black mirror: Os efeitos negativos das novas tecnologias


Todos sabemos que a tecnologia tem vindo a transformar cada vez mais todos os aspetos do nosso quotidiano. Hoje em dia, por exemplo, não precisamos de sair do conforto de nossa casa e enfrentar o temporal lá fora só porque precisamos de comprar algo. Seja alimentação, vestuário... até as farmácias de Portugal já lançaram uma aplicação onde através de um simples clique nos fazem chegar os medicamentos a casa! É certo que as novas tecnologias têm vindo a melhorar e a facilitar o nosso dia-a-dia. Afinal, quem é que se imagina a viver sem o seu smartphone conectado à internet e constantemente sincronizado com as redes sociais que nos permitem socializar com os amigos e conhecidos? Parece impossível, certo?
No entanto, quantos de nós já pararam para refletir sobre a forma como a tecnologia tem vindo a dominar a nossa vida? Falo, desta vez, de uma perspetiva negativa.
É por isso que, no seguimento desta temática, vos venho apresentar uma análise de uma popular série da Netflix denominada por “Black Mirror”.  Esta série televisiva, composta por episódios com histórias distintas, aborda o efeito de certas tecnologias numa sociedade paralela e futura onde nos permite visualizar as possíveis mudanças sociais que têm vindo a acontecer nos últimos anos e que, se elevadas ao extremo, podem vir a ser bastante nocivas para a nossa sociedade.
Vou referir um episódio em particular por achar que muitos de vocês (tal como eu), se vão aperceber de que aquela realidade, embora que um pouco extrema, consegue retratar a nossa sociedade. O nome do episódio é “Nosedive” e é um dos mais populares. Este remete para um mundo completamente dependente das redes sociais. Cada pessoa vive em busca de uma melhor classificação (de 0 a 5) que é afetada por tudo aquilo que vivem no dia-a-dia. Qualquer pessoa pode avaliar alguém , através de uma app específica, com quem se cruze durante o dia e em qualquer circunstância. O objetivo é obter a melhor média possível pois é isso que determina o status social e económico da pessoa. Aqueles com uma média elevada (acima de 4,5) possuem bastantes regalias enquanto que os detentores de médias baixas são menosprezados e vistos como “outsiders”. É como se fosse uma espécie de “rating” da Uber combinada com os “likes” da nossa página de facebook e instagram. Agora  imaginem que essa classificação determinava tudo nas vossas vidas, desde o vosso trabalho até à vossa vida familiar.
É certo que esta história não acaba bem para a personagem principal pois ela entra num estado de ansiedade extremo devido às consequências das suas atitudes.  A verdade é que esta realidade paralela não está assim tão distante daquilo que presenciamos hoje, sendo que grande parte dos jovens vivem obcecados com o número de “likes” que conseguem obter a partir das redes sociais e do status que o mundo virtual lhes "oferece".

Recomendo a assistirem a esta série e, em particular, este episódio pois os avanços tecnológicos que, hoje em dia, entendemos como um progresso (dos quais sociais) também implicam efeitos negativos que muitas vezes ignoramos. O objetivo da série não é fazer-nos temer a tecnologia mas sim consciencializar-nos e manter-nos em alerta para todo o tipo de mudança social e desvio comportamental que possam advir dela. 

Deixo-vos aqui uma síntese do episódio em questão. Boa semana a todos!



Fontes: 




sexta-feira, 26 de maio de 2017

Super Bock: 90 anos a fazer amigos

No dia 3 de março de 2017, fez 90 anos que foi pedido o registo da marca de cerveja portuense mais famosa: a Super Bock. Esta marca assinalou o seu 90º aniversário com um vídeo histórico de 2 minutos, que retrata a expressão da amizade e a autenticidade das relações ao longo do tempo, em Portugal, desde 1927 até aos dias de hoje. O vídeo começou por ser exibido no mundo digital e passou para a televisão no dia do aniversário da Super Bock, sendo transmitido nos canais generalistas e por cabo, embora numa versão mais curta.


"Nemesis", de Benjamim Clementine, é a banda sonora que guia essa viagem, que tem como conceito subjacente "O que é autêntico nunca muda". Ao longo do spot publicitário, surgem vários rótulos e garrafas antigas, ao mesmo tempo que se pode assistir aos vários momentos de transformação do país e da sociedade, como a repressão estudantil, o 25 de abril, as manifestações anti-propinas e, já no final, a eleição de Donald Trump e um beijo entre duas mulheres (pela primeira vez numa campanha publicitária em Portugal).
O anúncio foi gravado durante quatro dias em Guimarães e envolveu mais de 200 pessoas, das quais 120 figurantes e 80 da equipa de filmagens.

Este foi o primeiro momento de comunicação da campanha agregadora "90 anos a fazer amigos", mas o 90º aniversário será celebrado ao longo do ano, por meio de diversas plataformas. Em fevereiro, a Super Bock lançou uma edição especial comemorativa das suas garrafas, alusiva à década de 60, anos em que a marca sofreu um crescimento exponencial e o início da sua internacionalização. Em março, para além do filme, a marca preencheu vários mupis com mensagens como “Flashbock” ou “Bock to basics” e decorou 30 camiões com a sua nova imagem. O plano de actividades dos 90 anos da marca também incluiu um camião itinerante que convidava as pessoas a conhecer a história da Super Bock, festas temáticas em pontos de venda e nas ruas, e ativações no Super Bock Super Rock e nos estádios dos clubes patrocinados pela marca. Nos dias 3, 4 e 5 de março, a marca dinamizou um Open Weekend, abrindo as portas da Casa da Cerveja (na fábrica de Leça do Balio) para visitas gratuitas ao museu da Super Bock e à Oficina da Cerveja.
Mais recentemente, a marca decidiu dirigir a sua campanha mais para o público, tendo feito o seguinte post na sua página de Facebook:


Quando clicamos no link da descrição, temos de inserir o nosso ano de nascimento e, em seguida, aparece o seguinte formulário:

«QUEM CONVIDAVAS PARA OS TEUS 90 ANOS?
Nem sempre é fácil dizer a um amigo o quanto gostamos dele. Felizmente, estamos cá nós para isso. Escolhe aqueles três amigos que gostavas de ter na festa do teu 90º aniversário e envia-lhes um convite que nunca mais irão esquecer.»
Com a boa disposição e aproximação ao público que já lhe é caraterística, a Super Bock convida-nos a selecionar 3 amigos com os quais gostaríamos de celebrar os nossos 90 anos, ficando responsável por enviar uma garrafa personalizada, semelhante à da imagem, para cada uma dessas pessoas.

A Super Bock é uma marca que nos surpreende constantemente e esta campanha, cujo fim não sabemos quando será, deixa o público motivado a visitar mais frequentemente a página, a estar mais atento à marca, à espera daquilo que ainda poderá vir.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O que escondes debaixo da tua pele?

Camo confessions, by Dermablend Professional

Apesar de não ser um exemplo recente no mundo dos cosméticos ainda é capaz de captar a nossa atenção. Comprova por ti!

https://www.youtube.com/watch?v=ngyHy2HPx3k&t=65s

Captou a tua atenção? Na altura em que foi lançado gerou 15 milhões de visualizações num curto período de tempo.

Dermablend é um produto Vichy, que pertence ao portefolio de marcas da conhecida L'Oreal. É um produto apresentado no segmento de maquilagem profissional da marca.

A ideia de "Camo Confessions" partiu da empresa de marketing canadense Agence Tuxedo e teve como principal objectivo focar qual a necessidade de usar maquilhagem? Para quê? O que queremos esconder?

Camo confessions apresenta a verdade escondida atrás da maquilhagem, o aspecto real das personagens que retratam este anúncio. Camo confessions coloca a verdade a nu, revelando quem realmente somos.

A campanha é feita por pessoas que são assumidamente diferentes, quer escolha própria quer por condição biológica. Para tal a marca usou três personagens marcantes, em áreas distintas:
  • Cassandra Bankson - YouTuber famosa pelos tutoriais de beleza que disponibiliza e que sofre de acne.
  • Cheri Lindsay - que tem Vitiligo, condição dermatológica em que a pele perde pigmento (cor).
  • Rick Genest, aka 'Zombie Boy' - tatuou o seu corpo por opção, retratando um esqueleto humano, pelo sua obcessão pela morte.
A campanha, inicia-se com estas personagens maquilhadas por profissionais, espelhando a qualidade do produto Dermablend e tem a capacidade de prender o espectador pois a medida que o vídeo avança vai sendo exposta a verdade debaixo da maquilhagem e a mesma vai sendo retirada. 
Este "despir" e o mostrar ao mundo quem realmente se é cria um engagement grande com o publico, que acaba por ser transversal a todas as gerações, sexos e até culturas. 

Ver estas pessoas retirar a sua maquilhagem enquanto explicam a sua história e motivo pelo qual usam esta "capa" cria um elemento de ligação com o publico, que se sente envolvido pela campanha. 
E faz pensar... todas estas pessoas aparentam ser poderosas, seguras de si e no entanto também têm fragilidades. Como qualquer pessoa. É esta mensagem de proximidade e ligação que a marca pretende. 
E no final é inevitável questionar qual é o produto que estão a usar? E há uma confissao final: Dermablend Profissional da Vichy.

Seminário Web Analytics: Be Afraid, Be Very Afraid...!

Realizou-se ontem dia 24 de Maio o Seminário "Web Analytics: Dados > Informação > Ação" com Gonçalo Rebeca, Digital Marketing & e.- Commerce Manager @ Parfois.
O admirável mundo novo da análise de dados na web: fantástico, mas também assustador!
 
 
Estas iniciativas só se tornam possíveis graças à vossa colaboração! 
Obrigada por participarem! Espero que tenham gostado!
E continuem a fazer deste blogue uma animação!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Archie vs Riverdale

Em 1941 foi lançada uma das bandas desenhadas mais icónicas da pop culture, a Archie Comics. Embora o estúdio criador da banda desenhada tenha sido criada em 1938 (com o nome MLJ Comics, mas agora chamada Archie Comics), as personagens icónicas associadas à banda desenhada do Archie só surgiram em 1941.

Era nesta banda desenhada que as pessoas podiam ler as aventuras do Archie Andrews, o rapaz de cabelo ruivo, das duas raparigas da sua vida, Betty Cooper, a melhor amiga e vizinha do lado, e Veronica Lodge, a rapariga rica e mimada, assim como do melhor amigo do Archie, Jughead Jones.

A banda desenhada tinha como objectivo retratar a vida de uma pessoa normal e rapidamente se tornou a linha de BD mais popular do estúdio, tendo sempre como panorama de fundo o triângulo amoroso entre o Archie, Betty e Veronica. Foi deste estúdio que, mais tarde, surgiu a banda desenhada que daria origem à popular série “Sabrina, a bruxa adolescente”.

Ao longo da extensa vida da publicação, a linha de BD do Archie sofreu os seus altos e baixos, sofrido certos problemas organizacionais no início do século XXI, além de ter sofrido problemas de imagem, uma vez que a banda desenhada começou a ficar associada a crianças e começou a ser abandonada por públicos mais velhos.

No entanto, o estúdio conseguiu adaptar-se rapidamente.

Lançou uma linha com uma história mais sombria e apocalíptica de Archie, “Afterlife with Archie”, onde ele e os amigos enfrentam o apocalipse zombie. Conseguiu assim unir uma personagem icónica ao fenómeno do terror, cada vez mais popular.

De igual modo, e mais recentemente, em parceria com CW, a produtora conhecida por fazer adaptações bem sucedidas de bandas desenhadas, nas quais se incluem iZombie, Arrow, The Flash, lançou uma série baseada nas personagens icónicas e na sua cidade natal, Riverdale, mas numa vertente mais sombria e voltada para um público mais adulto, com foco no mistério policial e drama.

Ao adaptar as personagens ao pequeno ecrã, num formato mais atual, conseguiu reavivar o interesse pela personagem, conquistando pessoas que a leram durante a sua infância e adolescência, mas também chamando a atenção de públicos que podiam não conhecer a personagem. De igual modo, o estúdio de BD promove na sua página vídeos da série, ao mesmo tempo que recorre aos atores da série para promover o lançamento de um novo número da linha de BD (como representado na imagem acima).


Desta forma, é possível observar que empresas com quase um século de vida conseguem adaptar-se, e aos seus produtos, às diferentes necessidades do consumidor, alcançando públicos alvo mais abrangentes, sem perder a sua identidade. No caso da Archie Comics, ao diversificar as plataformas de representação da personagem, permite aumentar a notoriedade e visibilidade da marca, assim como utilizar complementarmente as plataformas, potenciando o valor da marca.

Causas num mundo online

Com a sociedade a interagir cada vez mais no patamar online, é natural o aparecimento de movimentos de apoio a causas com origem no mundo digital. A utilização de redes sociais permite uma maior divulgação dos materiais da causa, permitindo igualmente uma maior mobilização dos apoiantes.

Uma das primeiras grandes causas a alcançar um elevado patamar de viralidade online foi Kony 2012.

Kony2012
Em 2012, foi publicado, pela organização Invisible Children, um vídeo online sobre Joseph Kony, o líder de uma milícia armada, que recorria à formação forçosa de crianças soldado em certas regiões de África (Uganda, República Democrática do Congo e Sudão do Sul). O vídeo, no formato de documentário, almejava apelar à consciencialização do público geral contra a milícia e contra a formação de crianças soldado.
Esta campanha rapidamente se tornou viral em diversas redes sociais, apelando à consciência do público geral, obtendo também o sucesso de diversas personalidades, como Justin Bieber, Bill Gates, Nicki Minaj, Kim Kardashian, Rihanna e Ellen Page.
 
 
No entanto, a campanha foi recebida com louvor e com críticas.
Por um lado, foi louvada por dirigentes públicos como Luis Moreno Ocampo, na altura procurador chefe do Tribunal Internacional de Justiça (e entrevistado no vídeo), com jurisdição para julgar indivíduos por crimes de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. A Casa Branca também emitiu um comunicado a congratular os milhares de americanos que se haviam mobilizado pela causa, consistente com a legislação que havia sido promulgada 2 anos antes pelo congresso. A Amnistia Internacional também louvou a atenção agora dedicada pelo público a esta causa pela qual já havia apelado.
Por outro lado, a campanha foi criticada por apresentar a situação de forma simplista, não apresentando o contexto da situação. De igual modo, também surgiram críticas a apelar para que o foco da campanha se dirigisse à reabilitação e apoio a crianças soldado, em vez de se focar na captura de Joseph Kony, assim como críticas à forma como a campanha não conseguira alcançar verdadeira mudança, apenas “slacktivism”, em que as pessoas partilham a causa, sentindo-se bem consigo mesmas fazendo apenas isso.

HeforShe
Esta campanha, promovida pelas Nações Unidas, tem como objectivo promover o compromisso por parte de rapazes e homens como agentes de mudança no que toca a combater as desigualdades enfrentadas por raparigas, pois baseia-se na ideia de que a igualdade de género é um problema que afeta todos e não só as mulheres.

A campanha foi lançada pela atriz Emma Watson, embaixadora e boa vontade das Nações Unidas, e cujo discurso sobre a iniciativa se tornou rapidamente viral, contando agora com mais de 1.4 milhões de subscritores no site oficial da campanha, a maioria dos quais homens. A iniciativa conta com o apoio de várias personalidades que contribuíram para a sua divulgação e que se tornaram subscritores da mesma, entre os quais se contam Matt Damon, Tom Hiddleston, Kiefer Sutherland, Simon Pegg e o novo secretário geral das Nações Unidas António Guterres.

Embora extremamente popular, esta campanha também teve algumas críticas, nomeadamente, que a campanha promovia, com o seu nome, o estereótipo de que o homem deve proteger e defender a mulher, assumindo-se como mais forte ou poderoso. De igual modo, também foi comentado que a campanha excluía grupos que também sofriam de desigualdade baseada no género, nomeadamente, indivíduos que não se identificam com nenhum dos géneros.
Estes dois casos apresentam-se como situações em que estratégias online foram utilizadas para consciencializar o público em geral, pondo a população ao serviço de causas sociais, mostrando que, apesar de possíveis críticas realizadas às campanhas, se apresentam como capazes de contribuir para o bem da sociedade ou para uma sociedade mais informada.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

BITCOIN, a moeda digital

Nos últimos tempos tem-se ouvido falar muito daquela que pode vir a ser a moeda do futuro, o Bitcoin. Aproveitando a própria pesquisa que fui fazer sobre o tema, e tendo em conta que esta é mais uma novidade que surgiu nos últimos anos no mundo digital, trago-vos este tema para discussão.
 
O que é o Bitcoin?
Bitcoin é uma moeda digital que pode ser comprada ou vendida na bolsa de valores como qualquer outra moeda. 
Este dinheiro virtual fica numa carteira digital que permite enviar e receber Bitcoins que podem ser usados para comprar coisas eletronicamente. Nesse sentido, é como o dólar, o euro ou o iene, que também são negociados digitalmente.
No entanto, a característica diferenciadora face ao dinheiro convencional, é ser uma moeda completamente descentralizada, ou seja, não é controlada por nenhuma entidade, por nenhum estado ou banco, funcionando em peer-to-peer.
 
Este vídeo resume o que é o Bitcoin:
 

Como funciona?
O valor da moeda resulta de existirem pessoas que lhe atribuem valor (ou seja, estão dispostas a pagar por ela) e lojas que a aceitam como meio de pagamento (milhares, sobretudo lojas online). Para o utilizador é um aplicativo que funciona em smartphones ou computadores que lhe permite ter uma carteira pessoal onde recebem e enviam bitcoins.
Por detrás disto a rede compartilha um registo público chamado de "block chain”. Este registo contém todas as transacções já processadas, permitindo que o computador do utilizador verifique a validade de cada transacção. A autenticidade de cada transacção é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços enviados, permitindo que todos os utilizadores tenham controlo total sobre o envio de bitcoins dos seus endereços.
 
Quem usa?
Existe um número crescente de empresas e indivíduos que já utilizam o Bitcoin, sobretudo serviços on-line como Namecheap, WordPress, Reddit e Flattr. No entanto, o Bitcoin continua a ser um fenómeno relativamente novo.
 
Como se pode adquirir?
Este tipo de moeda por ser adquirido em https://www.buybitcoinworldwide.com/. Pode ainda trocar-se bitcoins com alguém que conheçamos e pagar bens ou serviços.
 
Que vantagens apresenta?
  • Pode ser utilizada em todos os países, é por isso mesmo, uma moeda global. Para realizar transacções com este tipo de moeda precisamos apenas de um smartphone, através da uma aplicação ou de um software de computador, sendo por isso mesmo de utilização simplificada;
  • Os pagamentos e transferência são muito mais rápidos, uma vez que não é necessário recorrer a qualquer sistema bancário para realizar as transacções. É possível qualquer utilizador enviar e receber qualquer quantia de dinheiro de forma praticamente instantânea em qualquer lugar do mundo e a qualquer momento. Funciona 24 horas por dia 7 dias por semana;
  • A sua utilização é muito segura porque recorre a criptografia de nível militar. Para além disso só quem foi possuidor da carteira é que poderá realizar transacções. O código fonte é 100% criptográfico, os pagamentos com Bitcoin podem ser realizados sem vincular informações pessoais à transacção;
  • As poucas ou nenhumas taxas é outra das vantagens deste tipo de moeda. Os pagamentos com essa moeda digital são actualmente processados com taxas extremamente pequenas, e por vezes nulas;
  • Transparência, toda informação relativa à própria moeda bitcoin está facilmente disponível na blockchain, que é um livro diário com todas as transacções já realizadas na economia Bitcoin, para qualquer um verificar e usar em tempo real. 
 
Que desvantagens apresenta?
  • Os pagamentos efectuados com Bitcoin são irreversíveis;
  • Grau de aceitação, como é uma nova forma de moeda não é aceite amplamente, ou seja, as lojas físicas não aceitam porque não existe na forma física;
  • Riscos de roubo, se o computador ou telemóvel onde tem a sua carteira for roubado, os bitcoins ficam perdidos;
  • Pode ser dado um uso abusivo e ilegal a esta moeda, pois sendo anónima, pode ser usada para comprar armas ou drogas, por exemplo;
  • Volatilidade, marcada pelo facto de haver uma quantidade limitada de moedas e uma procura por ela cada vez maior. No entanto espera-se que esta volatilidade venha a diminuir com o tempo à medida que mais empresas e centros comerciais começam a aceitar Bitcoin, que levará a uma estabilidade do seu valor.
Como puderam constatar esta nova moeda tem uma serie de vantagens e desvantagens, que elucidam não só sobre os benefícios que podemos ter com a sua utilização como também os perigos que esta pode acarretar.
No dia 12 de Maio, o mundo foi afectado por um ataque informático cujo resgate, pela não destruição da informação, foi precisamente pedido em bitcoins. 
Tendo em conta uma das desvantagens referidas, que se prende com o seu grau de aceitação:

Vocês utilizariam esta nova moeda?
Acreditam que esta poderá ser a moeda do futuro?
O que acham?


Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=Gc2en3nHxA4
https://www.youtube.com/watch?v=qkxdys-Ek9U
http://expresso.sapo.pt/blogues/bloguet_economia/blogue_econ_diogo_agostinho/2017-05-22-Bitcoin-o-dinheiro-do-futuro-
https://www.buybitcoinworldwide.com/
https://www.bitcoin.com/
https://bitcoin.org/pt_BR/faq
http://originaleexclusivo.com.br/vantagens-e-desvantagens-do-bitcoin/
http://www.psafe.com/blog/bitcoin-amigo-ou-inimigo/
http://aprendizfinanceiro.com.br/awrp/blog/2016/06/13/bitcoins-vantagens-x-desvantagens/
http://comoganhabitcoin.com/tecnologia-bitcoin-pros-e-contras/
http://gizmodo.uol.com.br/bitcoin-a-favor-contra/

domingo, 21 de maio de 2017

Axe: “Is it okay for a guy...?"

Como vimos nas aulas, o principal objetivo do Branded Content é associar uma marca a um conceito, tendo em conta o posicionamento da empresa. Envolvendo a publicidade, a informação e o entretenimento, esta estratégia de marketing muda a dinâmica de divulgação da marca, conseguindo captar a atenção do consumidor através de mecanismos que despertam os seus sentimentos e que têm valor para este. Por isso, não passa por uma mera ação para aumentar as vendas, mas sim por uma estratégia de longo prazo para o crescimento da marca, intensificação da experiência do consumidor com esta e, em última instância, aumento da sua presença na mente do consumidor.

No dia 16 deste mês, a Axe lançou um novo vídeo, intitulado "is it ok for guys...", que se insere no seu posicionamento “Find Your Magic”, que a marca deu a conhecer no início de 2016. Nesta campanha, a marca de produtos de beleza masculinos explora as dúvidas associadas à masculinidade e questiona vários estereótipos associados ao sexo masculino.
O vídeo começa com a mensagem "72% dos homens já ouviram comentários sobre como um homem de verdade se deve comportar", baseada no estudo "The Man Box", publicado este ano nos Estados Unidos. Para fazer este vídeo, a Axe partiu das perguntas mais pesquisadas no Google relacionadas com o sexo masculino, procurando fazer um retrato real das ansiedades dos homens. Algumas dessas questões são: "é correto eu não gostar de desporto?", "é correto que um homem use cor-de-rosa?" e "é correto que os homens estejam com medo?".
Com este esforço publicitário, a Axe procura combater aquilo a que chama de “masculinidade tóxica” e que, segundo a marca, pode contribuir para atos de bullying, violência e, até, suicídio.


Como seria expectável, esta campanha está a ter bastante sucesso. Nas diferentes redes sociais, leem-se comentários de apoio aos homens e à marca, inclusive de pessoas que não são clientes da marca, tais como:
  • "Yes!! This is the type of content we need!" (EarthEagleGT)
  • "Axe has finally grown up. Great message." (S. G. D. S)
  • "Man I had the worst experiences with Axe body spray in high school. Id always end up choking on it in the locker room...but now I cant help but want to support the brand. lol" (DaddyofLight)

O que acham deste vídeo? Concordam com a mensagem que a Axe pretende passar aos seus consumidores?
O que pensam sobre as marcas/empresas optarem por se associar a conceitos/princípios/mensagens, ao invés de investirem unicamente em publicidade direta? Terá mais impacto?
Deixem a vossa opinião nos comentários! :)

O LinkedIn está diferente!

O LinkedIn sofreu uma grande mudança visual, recentemente, assim como adicionou algumas funcionalidades.
Ao contrário do Facebook, Twitter ou Instagram que funcionam como redes sociais que visam a divulgação de informação e lazer, o LinkedIn dedica-se exclusivamente à área profissonal como forma de facilitar a comunição entre empregadores e quem procura trabalho.


Como possível resposta à iniciativa do Facebook de ter uma vertente mais profissional (como foi falado no post da Inês Inverneiro "Facebook estende área de atuação e torna-se concorrente do LinkedIn"), a rede do LinkedIn tornou-se visualmente mais atrativa e introduziu ainda três novidades:

1 - Mensagens
O LinkedIn passa agora a ter uma área de mensagens onde os indíviduos que estiverem interessados em alguma proposta de emprego pode, imediatamente, responder a esse anúncio na plataforma. Desta forma deixa de ser necessário ter de recorrer a outras forma de comunicação, como o email externo.

2 - Design do Perfil
A nova página tem como função tornar a informação dos candidatos mais atraente de forma a incentivar a leitura do ser percurso profissional. O candidato agora pode divulgar publicações com que se identifique e que seja relevante para a sua área profissional.

3 - Preferências
Tal como os "Gostos" das páginas do Facebook que nos permite receber informação sobre os assuntos, pessoas, marcas e empresas que queremos seguir, o LinkedIn passou a ter no separador das vagas uma opção onde o candidato pode indicar as suas preferências em relação ao tipo de cargo que está disponível e para que tipo de empresas/setor/experiência está mais interessado.

Esta alteração, como referido anteriormente, vem responder a algumas facilidades que o Facebook tinha no contacto entre empresas e candidatos e, desta forma, tentar que a rede social do Mark Zuckerberg não roube o seu espaço no mundo virtual!

Acham que as alterações feitas por esta rede profissional são suficientes para que as empresas e candidatos continuem a usar o seu serviço? Ou o Facebook será uma opção mais fácil e viável?

terça-feira, 16 de maio de 2017

Loveflutter

Boa noite Pessoal, deixo aqui mais um novo caso.

O fenómeno da Internet permite ao ser humano continuar a conhecer imensas e diferentes pessoas, conseguindo assim expandir seu grupo de amigos. Primeiramente estava em vogue os chats online, atualmente são as redes sociais que dominam, em parte, graças às inúmeras aplicações móveis existentes que vieram simplificar este processo. Neste espaço surge a nova App “Loveflutter”, já não é propriamente nova. Porém, este mês de maio foi relançada com o intuito de continuar a unir potenciais pares românticos, de todo o mundo, com base nas publicações que os utilizadores fazem na sua rede social- Twitter.

Cada um de nós tem a sua rede social favoritua, seja esta qual for, que vai de encontro às nossas características individuais, ou seja, à nossa personalidade. O mesmo acontece com esta App que consoante as características pessoais dos utilizadores, se formam pares com o objetivo de haver um “flutter”. Assim, em parceria com a empresa Receptiviti, que usa inteligência artificial para analisar a linguagem, combina-se os estilos de linguagem e cria-se uma pontuação de compatibilidade a partir dos tweets e conversas dos utilizadores. O teste designa-se “Analyze140”, que procura por uma série de traços de personalidade, por exemplo personalidade Tipo A ou Tipo B, consoante os níveis de felicidade e depressão, persuasão e independência. "A frequência de certas palavras nos tweets, como os pronomes, pode revelar o estilo emocional, social e de pensamento de uma pessoa".

A ideia pretendida, segundo o co-fundador Daigo Smith, é para que os tweets tendam a ser os mais espontâneos e opinativos, ao invés dos posts que se fazem, por exemplo, no Instagram, em que as pessoas apenas querem evidenciar o seu melhor lado.
Como funciona?

Cada utilizador tem uma conta com um perfil onde pode ter no máximo seis fotos disponíveis e detalhes da sua vida pessoal como o trabalho, educação, opiniões políticas, amigos comuns, hobbies e interesses. A aplicação também permite o “swiping” de utilizadores anónimos para saber quais são os perfis mais elegidos e os menos interessantes. Podem aceder pelo Facebook igualmente e podem escrever um facto divertido, até 140 caracteres.

Como mostra no vídeo, se um utilizador colocar um “like” e se este gostar de volta, há um match, então surge uma janela de conversação. Para além disso a App ajuda a encontrar os melhores lugares nas cidades para o encontro se suceder.

Em suma e como já se sabe, esta não é nem será a primeira empresa a recolher informações sobre as personalidades dos utilizadores através das demais redes sociais, mas a App "Loveflutter" será a primeira a usar a tecnologia para os match se realizarem. E, até ao final do ano 2017, parecem surgir igualmente mais noticias sobre este caso!

Fontes:
https://www.loveflutter.com/
https://www.publico.pt/2017/05/10/tecnologia/noticia/loveflutter-a-aplicacao-que-une-pessoas-com-base-na-sua-personalidade-1771683
https://sensortower.com/android/mx/loveflutter/app/loveflutter-dating-app/com.loveflutter/
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-4491858/Loveflutter-dating-app-matches-users-based-tweets.html
http://www.telegraph.co.uk/technology/2017/05/10/dating-app-will-read-tweets-find-personality-match/

domingo, 14 de maio de 2017

O que é o SEO?

No novo mundo digital, qual é a empresa que não quer cliques gratuitos e mais tráfego no seu website?
Eu diria que esta questão é retórica uma vez que as empresas já não tratam deste tema como uma pergunta, tratam sim como um facto: todas as empresas querem alcançar e permanecer nas primeiras posições dos motores de Busca, predominantemente no Google e no Bing o que por si só é uma garantia de mais tráfego no website da empresa.

Por detrás do incremento dos resultados orgânicos das ferramentas de busca, está o conceito de SEO (Search Engine Optimization). O SEO é então o key factor para atingir um melhor posicionamento nos motores de busca, de forma orgânica. Isto é, sem ser pela via de anúncios pagos.
A Otimização para os Motores de Busca (tradução de SEO em português) pode ser definida como a função de aperfeiçoar as páginas para que os motores de busca as considerem relevantes e por isso serão destacadas perante as demais. 

Na prática, o SEO é o conjunto de boas práticas e estratégias para evidenciar conteúdo, com o objetivo de potenciar e melhorar o posicionamento (indexação) de um site/blogue nos resultados dos motores de busca sendo, por este modo, possível incrementar a quantidade e a qualidade dos visitantes da página (nos resultados naturais/orgânicos). Assim, será possível garantir tráfego contínuo ao longo do tempo, sem qualquer tipo de custo (cliques gratuitos).

“As pessoas têm tendência para olharem apenas para os primeiros 10 resulta­dos dos motores de busca”. Estas palavras foram proferidas por Sergey Brin e Lawrence Page, fun­dadores do Google.
Ora, perante esta afirmação torna-se ainda mais importante otimizar uma página web de forma a que esta surja melhor classificada possível nos motores de pesquisa, idealmente nas primeiras dez posições.

De modo a usufruir de uma otimização sólida, uma qualquer página web deverá conter os seguintes aspectos:
       Conteúdo de Qualidade
       Experiência do utilizador
       Usabilidade
       Velocidade do site
       Compatibilidade entre dispositivos
       Links internos
       Autoridade
       Meta descrições e title tags
       Imagens bem catalogadas
       Bons cabeçalhos/títulos
       URL Friendly
       Comentários
       Link para Redes Sociais

Por outro lado, não deverá conter keywords em excesso, anúncios desrespeitosos e fora do contexto, conteúdo duplicado e texto/links ocultos.

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Por último, partilho a imagem seguinte que contém os 10 primeiros sites "nacionais" com a melhor classificação a nível de SEO, segundo a plataforma similarweb.com.